Sobre o projeto

A Fundação João Pinheiro (FJP), por meio da Diretoria de Cultura, Turismo e Economia Criativa (DCTEC/FJP), tem a satisfação de entregar ao público o resultado de dois anos de trabalho para o diagnóstico da Economia Criativa de Minas Gerais. Este estudo foi produzido a partir do Seminário do Plano Estadual da Economia Criativa em Minas Gerais realizado em novembro de 2016, que reuniu representantes dos segmentos artísticos (artes visuais, audiovisual, circo, dança, edição de livros, música e teatro), das artes aplicadas (design, moda), da gastronomia, do patrimônio cultural (incluindo artesanato) e das novas tecnologias (aplicativos e jogos eletrônicos) para discutir as potencialidades e os eventuais entraves ao desenvolvimento de cada um deles.

O seminário insere-se num esforço do Governo de Minas Gerais para encontrar alternativas de desenvolvimento econômico para além das atividades tradicionais do estado (commodities agrícolas e minerárias). Além da FJP, esse esforço envolve outras instituições de governo, como o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), incluindo o Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG Cultural), a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e a Secretaria de Estado Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes). Para a realização do evento, a FJP contou com parceiros externos, entre eles o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas (Cedeplar).

A metodologia do seminário resultou da fusão de duas técnicas qualitativas de pesquisa e planejamento: aplicação da matriz SWOT e reunião de grupos focais antecedida por palestras com especialistas em cada segmento. O objetivo era realizar uma primeira aproximação do objeto de pesquisa (setores da Economia Criativa), a fim de levantar demandas e potencialidades, estabelecer diretrizes estratégicas de médio e longo prazo e identificar a necessidade de novas pesquisas. De posse do material resultante, a equipe de pesquisadores da FJP (Núcleo de Economia Criativa) trabalhou durante o ano de 2017 na análise da matriz SWOT e realizou pesquisas adicionais até chegar a esta obra.

Nas conclusões do trabalho, duas lacunas ficaram evidentes: não há clareza sobre os elos componentes da cadeia produtiva de cada um dos segmentos e, mais grave, faltam dados e informações sistematizadas sobre todos eles, notadamente de base quantitativa. Quando multiplicado pelo número de segmentos, uma enorme quantidade de questões a respeito desses dois temas precisa ser respondida: quem são os agentes e quais são as atividades que envolvem a economia de cada um dos segmentos? Quais são as relações sociais e políticas implicadas? Quais tipos de números são necessários para conhecer cada setor e propor indicadores de desenvolvimento? Sem dúvida, essas tarefas fazem parte do escopo de trabalho da Fundação João Pinheiro cuja equipe está disposta a cumpri-lo.

É fato que muitas das diretrizes propostas podem ser imediatamente encampadas pelos agentes públicos e privados envolvidos nessa nova economia que utiliza a criatividade como seu maior recurso produtivo. No mundo globalizado, em que o processo de estandardização de bens e serviços caminha a passos largos, tendem a se valorizar aqueles produtos que são únicos, singulares e raros. É nesse contexto que emerge como potencial tudo aquilo que é fruto das culturas locais, regionais e nacionais.

Vale a aposta!

Bernardo Novais da Mata Machado
Diretor de Cultura, Turismo e Economia Criativa
Fundação João Pinheiro