Softwares, Aplicativos e Jogos Eletrônicos

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Segundo Rafael Moreira, palestrante do segmento no Seminário do Plano Estadual da Economia Criativa em Minas Gerais, a cadeia de jogos eletrônicos, softwares e aplicativos é pouco desenvolvida no país, apesar do tamanho do seu mercado. No caso dos jogos, a migração para o ambiente on-line (que diminui a venda de consoles) muda o cenário dessa indústria, gerando novas oportunidades. Já para os aplicativos (apps), sua demanda empresarial está caindo em diversas partes do Brasil. Além disso, Moreira vislumbra que, até 2019, 30 ou 40% das empresas não vão querer mais o desenvolvimento direto de apps. Muitos desenvolvedores mobile, portanto, estão mudando seu enfoque, migrando para a integração em IoT (Internet das Coisas). Diversos serviços também estão sendo terceirizados pelas empresas (como data center ou armazenagem de banco de dados), ampliando a demanda por esses segmentos.

Segundo ele, o mercado interno brasileiro é de quase US$ 70 bilhões – em softwares, serviços de Tecnologia da Informação (TI) e Business Process Outsourcing (BPO). Nossas exportações em 2014 foram de US$ 1,446 bilhão (muito baixo, em sua opinião, apesar do forte crescimento recente). Para Moreira, o aumento das exportações nos últimos anos pode ser explicado pelo efeito cambial e também devido à desoneração da folha, principalmente dos grandes grupos de exportadores de BPO – leia-se International Business Machines (IBM) etc. A partir de 2016, porém, a tendência foi cair (não houve aumento efetivo de produtividade na indústria como um todo). Ele argumenta que nossas empresas – tanto de software quanto de hardware – são generalistas, não especialistas (fazem de tudo). Elas não conseguem ser competitivas, não têm escala, nem visão de atuar no exterior, nem prazo de entrega. Nesse contexto, o palestrante acredita que se faz necessário especializar mais para aumentar a produtividade. A garantia de qualidade também é relevante.

Coordenador: Leonardo Fares Menhen
Palestrante no Seminário do Plano Estadual da Economia Criativa em Minas Gerais: Rafael Moreira
Pesquisador responsável: Cláudio Burian Wanderley
Relatoras: Bárbara Freitas Paglioto e Juliana Minardi de Oliveira
Pesquisador responsável pelas análises das informações e pela formulação das diretrizes estratégicas: Juliana Minardi de Oliveira