Moda

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De acordo com Carla Mendonça, mestre e doutora em Comunicação Social , a relevância da moda para a cultura é tal que ela é capaz de moldar períodos históricos e estar na vanguarda das transformações sociais. Foi no século XIX, marcado pela Revolução Industrial (impulsionada pela indústria têxtil), que a ideia de obsolescência programada foi pensada, tendo como fundamento não o esgotamento físico do produto, mas o seu fim simbólico. Na primeira metade do século XX, a produção têxtil focou-se na entrega de um produto minimamente funcional. Depois da Segunda Guerra Mundial, a ideia que passou a sustentar o mercado foi a de um produto com valor cultural. Quem entendeu isso se destacou no mercado.

Segundo Mendonça, a partir de então, não é mais possível separar moda, cultura e indústria. A cultura não é algo estático, pelo contrário, é marcada por um conjunto de ações capazes de provocar rupturas. Nesse mundo de constantes transformações, a moda é a forma de expressão dessa ideia, compartilhada de forma massiva. Assim, para a palestrante, a moda deve ser reconhecida como um elemento de expressão coletiva, capaz de transmitir valores, hábitos e costumes de um determinado grupo social, além de refletir transgressões e rupturas. Ela perpassa o campo social, econômico, político e ideológico. É um instrumento de liberdade individual, mas ao mesmo tempo, diz respeito à obediência a padrões sociais: “Estamos ligados à ideia do novo, do efêmero, mas que o tempo todo leva em consideração a tradição e os valores preestabelecidos”, destaca.

Coordenadora: Natalie Oliffson
Palestrante no Seminário do Plano Estadual da Economia Criativa em Minas Gerais: Carla Mendonça
Pesquisadora responsável: Júnia Alves de Lima
Relatoras: Júnia Alves de Lima e Selma Carvalho
Pesquisadora responsável pelas análises das informações e pela formulação das diretrizes estratégicas: Selma Carvalho